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Notícias

Imagem: ThinkstockCiência e tecnologia de alimentos

09/10/2013

Do solo que recebe a semente ao prato pronto na mesa, há um longo caminho percorrido. Por isso mesmo, no Brasil, a cadeia produtiva de alimentos oferece diversas possibilidades de atuação profissional. Foi nesse cenário que surgiu a graduação em ciência e tecnologia de alimentos, criada há poucos anos para suprir a grande demanda por profissionais especializados nas várias etapas de produção alimentícia.

De acordo com Renata Amboni, sub-coordenadora do curso de ciência e tecnologia de alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina, os alunos estudam química, microbiologia, bioquímica e as diversas tecnologias na área de alimentos e bebidas – como frutas e hortaliças, leite e derivados, carnes, pescados, fermentação, óleos e gorduras, cereais e panificação.

“Os graduados estão habilitados a atuar na pesquisa, desenvolvimento, seleção, manipulação, produção, armazenamento e controle de qualidade de insumos, aditivos, alimentos e bebidas”, explica Renata. E não para por aí. Segundo ela, esses profissionais estão aptos a realizar avaliação toxicológica de alimentos e podem emitir laudos e pareceres.

Também são eles que se responsabilizam tecnicamente por análises laboratoriais e desenvolvem atividades de garantia da qualidade de alimentos e serviços de alimentação. “Os graduados têm registro profissional nos Conselhos Regionais de Química”, diz Renata.

Áreas de atuação
Quem se forma em ciência e tecnologia de alimentos pode conseguir colocação na agroindústria e na indústria processadora de alimentos. Distribuidores e centrais de abastecimento, setor varejista, laboratórios de análises de alimentos, institutos de pesquisa e consultorias também geram empregos. Renata Amboni destaca ainda a possibilidade de se trabalhar com o desenvolvimento de novos produtos e até na área de educação de consumo, segurança alimentar e nutricional.

Mercado de trabalho
“Entre as indústrias de transformação, a de alimentos é a que mais se destaca. Este ramo da economia faturou 431 bilhões de reais em 2012”, afirma Renata Amboni. Ela acredita que o curso consolida a formação de bacharéis com conhecimentos científicos e tecnológicos avançados para atender consumidores e indústrias cada vez mais exigentes em termos de qualidade, segurança e custo dos alimentos.


Fonte: Globo Rural, escrita por Maria Clara Vieira | Edição: Vinicius Galera de Arruda

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